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Vacina contra HPV reduz risco de câncer no colo do útero em até 87%

Vacina contra HPV reduz risco de câncer no colo do útero em até 87%

05/11/2021 às 07h36
Por: Danilo Almeida
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Vacina contra HPV reduz risco de câncer no colo do útero em até 87%

A vacinação contra o HPV reduziu em até 87% o risco de meninas que receberam o imunizante entre 12 e 13 anos desenvolverem câncer de colo de útero na Inglaterra. Esse é um dos achados feitos por pesquisadores do Grupo de Prevenção do Câncer, Escola de Câncer e Ciências Farmacêuticas da King’s College, de Londres, no Reino Unido.

Em artigo foi publicado na noite da última quarta-feira (3) na revista científica The Lancet, os pesquisadores também informam que entre as jovens vacinadas de 16 a 18 anos a queda do risco de desenvolver tumor maligno foi de 34%. Nas adolescentes imunizadas entre 14 e 16 anos, a diminuição foi de 62%.

O estudo acompanhou as mulheres vacinadas pelo sistema de saúde britânico a partir de 2008, quando a vacina bivalente contra o HPV foi incluída no programa de rotina para meninas de 12 a 13 anos, e depois com um programa de recuperação para mulheres de 14 a 18 anos de 2008 até 2010.

Os dados foram comparados com os registros do sistema de saúde de diagnóstico de câncer de colo do útero e lesões pré-cancerígenas de 1º de janeiro de 2006 a 30 de junho de 2019, em mulheres entre 20 e 64 anos residentes na Inglaterra.

Além da redução dos riscos de tumor, os pesquisadores verificaram uma queda significativa na formação de lesões pré-cancerígenas graves: de 97% na faixa de 12 e 13 anos; 75%, de 14 a 16 anos; e 39%, de 16 a 18 anos.

“Observamos uma redução substancial no câncer de colo do útero e na incidência de lesões pré-cancerígenas em mulheres jovens após a introdução do programa de imunização contra o HPV na Inglaterra, especialmente em indivíduos que receberam a vacina entre 12 e 13 anos. O programa de imunização contra o HPV quase eliminou com sucesso o câncer cervical em mulheres nascidas desde 1º de setembro de 1995”, concluíram os pesquisadores.

De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), o câncer de colo do útero ou cervical é causado pela infecção persistente por alguns tipos do HPV, chamados oncogênicos. A infecção genital por esse vírus é frequente e na maioria das vezes não causa doença. Mas, em alguns casos, ocorrem alterações celulares que podem evoluir para o câncer.

Como é no Brasil?

Esse tumor maligno é o terceiro mais frequente na população feminina, atrás só do câncer de mama e do colorretal, além de ser a quarta causa de morte de mulheres por câncer no país.

A vacinação contra o HPV no SUS (Sistema Único de Saúde) é oferecida a meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. A indicação é de duas doses, com intervalo de seis meses entre elas, e que a primeira seja tomada antes de os adolescentes começarem a vida sexual. 

Já para pessoas que têm Aids, a faixa etária é de 9 a 26 anos, com o esquema vacinal de três doses, dadas com intervalo de dois meses para a segunda dose e seis meses para a terceira. 

De acordo com informações da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), em 2020 a primeira dose da vacina HPV foi aplicada em cerca de 70% das meninas de 9 a 15 anos e em pouco mais de 40% dos meninos de 11 a 14 anos, sendo que a meta do Ministério da Saúde é de 80% de vacinados. Na segunda dose, os índices foram de aproximadamente 40% e 30%. 

R7

FOTO: ANDRÉ ARAÚJO/DIVULGAÇÃO GOVERNO DO TOCANTINS

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