Segunda, 14 de Junho de 2021
83 9 9690-1026
Brasil Brasil

Na CPI, Mayra contradiz Pazuello e defende cloroquina contra covid

Secretária do Ministério da Saúde não usou direito de ficar calada e defendeu ainda aplicativo para tratamento precoce

25/05/2021 17h06
Por: Danilo Almeida Fonte: R7
A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro - (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado - 25.05.2021)
A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro - (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado - 25.05.2021)

A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, falou à CPI da Covid, no Senado, por cerca de sete horas nesta terça-feira (25). No depoimento, ela contradisse o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello sobre a crise de oxigênio em Manaus, defendeu o uso de cloroquina para parte dos pacientes com covid-19 e afirmou que aplicativo para tratamento precoce "poderia ter salvo vidas".

A secretária não lançou mão do direito de ficar calada sobre o colapso do sistema de saúde em Manaus para não produzir prova contra si, garantido pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Ela não utilizou o direito e esse foi justamente um dos pontos que concentraram as perguntas dos senadores.

Mayra Pinheiro disse que foi notificada da falta de oxigênio no estado no dia 8 de janeiro e não no dia 10, como havia afirmado o ex-ministro em seu depoimento, na última semana. Ela contou que não foi informada sobre os problemas durante sua visita à região, entre 3 e 5 de janeiro. A comunicação ocorreu apenas no dia 7. "Pelo que tenho de provas é que tivemos comunicação por parte da secretaria estadual que transferiu ao ministro email da White Martins dando conta sobre problema na rede de abastecimento", explicou.

Questionada sobre a divergência, Mayra disse que Pazuello teve conhecimento do desabastecimento também no dia 8. A informação é endossada pela AGU (Advocacia-Geral da União) em ofício ao STF (Supremo Tribunal Federal) na investigação contra Eduardo Pazuello.

TrateCov

O sistema sugeria receitar remédios na fase inicial da doença, mesmo não havendo indicação científica e de autoridades sanitárias, caso da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O aplicativo teria em seu banco de dados oito possibilidades de medicamentos, incluindo hidroxicloroquina e ivermectina.

O TrateCov ficou acessível por alguns dias em janeiro, e pessoas postaram simulações na internet com as recomendações que receberam. Segundo Mayra Pinheiro, "o sistema não foi colocado no ar", e um jornalista teria feito uma extração de dados de um protótipo na página do Ministério da Saúde e iniciado simulações na internet.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias