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Brasil

73,2% são contra Renan Calheiros como relator da CPI da Covid

Crítico a Bolsonaro, senador já foi até alvo de ações na justiça por cargo na comissão que vai investigar enfrentamento da covid-19

03/05/2021 20h12
Por: Danilo Almeida
Fonte: R7
Renan Calheiros terá cargo mais importante na comissão que vai investigar governo e estados - (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado - 29.04.2021)
Renan Calheiros terá cargo mais importante na comissão que vai investigar governo e estados - (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado - 29.04.2021)

O senador Renan Calheiros (PMBD-AL) é reprovado por 73,2% dos brasileiros no cargo de relator da CPI da Covid, que vai investigar o governo Bolsonaro e repasses a estados e municípios no enfrentamento à pandemia de covid-19.

É o que aponta pesquisa do Ibespe (Instituto de Planejamento Estratégico), que realizou 1.070 entrevistas com brasileiros aptos a votar, divididos proporcionalmente entre os 26 estados e o DF, e estratificados de acordo com parâmetros adotados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em relação ao sexo, faixas etárias e escolaridade. O levantamento tem margem de erro de 3%. 

Só três estados brasileiros têm aprovação ao nome de Calheiros superior a 50%: Rondônia, Roraima e Ceará. Mesmo no Alagoas, estado onde o político se estabeleceu como deputado, sua reprovação é ampla. 

A maior diferença sobre seu nome se deu de acordo com a posição do entrevistado sobre o governo Bolsonaro. Entre os apoiadores do presidente, 90,7% reprovaram Calheiros, enquanto entre os eleitores que reprovam o governo federal a taxa foi de 52,3%. 

Já confirmado no cargo, ele terá o dever de apurar todo o andamento e coleta os dados que vão compor o relatório final, onde podem ser apontados os culpados pela tragédia da pandemia no Brasil, que já matou mais de 400 mil pessoas.

O senador é questionado desde que despontou como favorito a assumir o posto de relator na comissão e se tornou até alvo de ações na justiça federal. Um dos principais argumentos é que o político é pai do governador de Alagoas, Renan Filho, que pode vir a ser investigado pela CPI. Sobre o tema, Calheiros já se declarou parcial.

Em sua primeira fala como relator, porém, ele declarou que a CPI não será instrumento de "inqusição" e prometeu que os trabalhos serão pautados pela ciência e conhecimento.

“Minhas opiniões ou impressões estarão subordinadas aos fatos. Serei relator, não das minhas convicções, mas o redator do que aqui for apurado e comprovado. Nada além, nada aquém. CPI não é a sigla de Comissão Parlamentar Inquisitorial. É de Investigação. Nenhum expediente tenebroso das catacumbas do Santo Ofício será utilizado”, afirmou.

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