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Prévia indica reajuste de 31% os aluguéis que vencem em abril

Índice Geral de Preços-Mercado registrou alta de 2,98% na segunda prévia de março, guiada pelo preço dos combustíveis

18/03/2021 às 09h20
Por: Danilo Almeida Fonte: R7
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IGP-M é usado no reajuste dos contratos de aluguel - (Foto: Pixabay)
IGP-M é usado no reajuste dos contratos de aluguel - (Foto: Pixabay)

Os preços ao produtor e ao consumidor avançaram e ajudaram o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) — indicador usado para reajustar a maioria dos contratos de aluguel no Brasi —  a acelerar a alta a 2,98% na segunda prévia de março, de 2,29% no mesmo período do mês anterior, com destaque para o comportamento dos combustíveis.

Com isso, a taxa acumulada em 12 meses alcançou 31,15%, de 28,64% antes, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (18), pela FGV (Fundação Getulio Vargas). Caso seja confirmdo ao final dos mês, o percentual será aplicado aos contratos de locação com vencimento em abril.

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que responde por 60% do IGP-M, teve na segunda prévia de março alta de 3,72%, contra 2,98% no período anterior.

"A inflação de março deve repetir a tônica de fevereiro, confirmando os repasses de pressões inflacionárias iniciadas em commodities agrícolas e industriais; menor pressão entre os preços das matérias-primas (4,11% para 3,89%) e aceleração dos preços de bens intermediários (3,76% para 5,04%) e bens finais (0,66% para 2,05%)", disse em nota André Braz, coordenador dos índices de preços da FGV.

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), por sua vez, subiu 1,31% na segunda prévia de março, de uma alta de 1,00% antes. No varejo, houve maior pressão, uma vez que a alta do IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que tem peso de 30% no índice geral, subiu a 0,89% no período, de 0,29% na segunda prévia de fevereiro.

O grupo Transportes foi o principal responsável por esse resultado, ampliando seus ganhos de 1,19% para 3,52% no segundo decêndio de março, refletindo a aceleração dos preços da gasolina de 3,65% para 9,99%. "Os aumentos do diesel e da gasolina também seguem influenciando a inflação ao produtor e ao consumidor", disse Braz.

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