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Radialista Fabiano Gomes é preso pela Polícia Federal em João Pessoa

O Radialista Fabiano Gomes foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (22) em João Pessoa. Fabiano foi um dos 26 denunciados pelo Ministério Público da Paraíba na Operação Xeque-mate, que investiga um esquema de corrupção na prefeitura de Cabedelo. A prisão preventiva do radialista foi determinada pelo desembargador João Benedito, do Tribunal de Justiça da Paraíba. Fabiano foi levado para a sede da PF, em Cabedelo.
A denúncia protolocada pelo MPPB esclarece que a compra do mandato de Luceninha, prefeito de Cabedelo em 2013, foi uma ideia proposta pelo radialista Fabiano Gomes. A Operação Xeque-Mate foi deflagrada no dia 3 de abril, em sua primeira fase, com o cumprimento de 11 mandados de prisão preventiva, 15 sequestros de imóveis e 36 de mandados busca e apreensão expedidos pelo Tribunal de Justiça da Paraíba e cumpridos pela Polícia Federal. A segunda fase foi deflagrada no dia 19 de julho, com o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão na casa e na empresa do radialista.
A operação foi desencadeada a partir de uma colaboração premiada do ex-presidente da Câmara de Cabedelo, Lucas Santino. O parlamentar teria procurado a PF espontaneamente e, por não ter acesso a provas, a investigação foi iniciada.

Mandado de busca e apreensão é cumprido em João Pessoa, na segunda fase da operação 'Xeque-Mate' (Foto: Walter Paparazzo/G1)
O que diz a denúncia
A investigação da Polícia Federal e do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) foi feita baseada em dez eixos, especificados na denúncia protocolada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB):
  1. Compra e venda do mandato de prefeito exercido por José Maria de Lucena Filho (Luceninha) e a sua consequente renúncia ao cargo;
  2. Irregularidades na Prefeitura Municipal de Cabedelo: servidores-fantasmas, esquema de recebimento de dinheiro desviado do salário dos servidores municipais;
  3. Irregularidades na Câmara Municipal de Cabedelo: servidores fantasmas, empréstimos consignados, esquema de recebimento de dinheiro desviado do salário dos servidores municipais, envelopes em nomes de vereadores (termos de posse, folhas de ponto de servidores, cheques);
  4. Operação Tapa-Buracos;
  5. Financiamento da campanha de vereadores: cartas-renúncia apreendidas;
  6. Atos de corrupção envolvendo a avaliação, doação e permuta de terrenos pertencentes ao erário municipal envolvendo diversas empresas;
  7. Ações ilícitas para impedir a construção do Shopping Pátio Intermares: distribuição de valores ilícitos para vereadores, com atuação pessoal de Wellington Viana França (Leto Viana);
  8. Evolução patrimonial incompatível com a renda declarada e da ocultação meio de interpostas pessoas;
  9. Utilização de estruturas municipais de segurança;
10. Ação da organização criminosa para a sucessão temporária na gestão fraudulenta.

Prefeito de Cabedelo (PB), Leto Viana, foi encaminhado à sede da Polícia Federal, na Paraíba (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Denunciados na segunda fase da Xeque-Mate
· Leto Viana, prefeito preso, acusado de comprar o mandato.
· Luceninha (José Maria de Lucena Filho), ex-prefeito, acusado de vender o mandato.
· Roberto Santiago, empresário acusado de pagar pela compra do mandato e obter benefícios com a nova administração.
· Olívio Oliveira dos Santos, ex-secretário de comunicação da prefeitura de Cabedelo, acusado de intermediar a compra do mandato.
· Fabiano Gomes da Silva, radialista, acusado de entregar o dinheiro da negociação do mandato em troca de pagamento mensal.
· Lucas Santino da Silva, ex-presidente da Câmara de Cabedelo, delator do esquema.
· Fabrício Magno Marques de Melo Silva, aliado a Leto Viana, que teria interferido na eleição.
No último dia 15, o Pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) aceitou a denúncia contra o prefeito afastado de Cabedelo, Leto Viana (PRB), e outros oito investigados na "Operação Xeque-Mate". As nove pessoas são acusados de montar um esquema de corrupção na prefeitura e na Câmara Municipal e estão todos presos por crimes de responsabilidade.

G1

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