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Temer decide usar Forças Armadas para desobstruir rodovias

O governo federal decidiu nesta sexta-feira que vai usar as Forças Armadas para desobstruir as rodovias bloqueadas por caminhoneiros. O anúncio será feito pelo presidente Michel Temer. Além das Forças, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), e a Polícia Militar, vão atuar “onde for possível”. A informação foi confirmada ao GLOBO por fontes no governo.
— A situação de abastecimento é grave. Acordo de ontem ainda não produziu sinais de que o movimento cedeu. A desobstrução agora é inadiável e tem que ser feita rapidamente — disse um interlocutor.
A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), que representa cerca de um milhão de caminhoneiros em 120 entidades, soltou uma nota informando que vai levar as propostas feitas pelo governo com a categoria para que cada grupo de manifestantes em seus sindicatos decida por meio de assembleias através das redes sociais e de mensagem.
"Sabemos que nenhuma pessoa ou entidade tem, sozinha, o poder de acabar com essa mobilização e isso sempre foi deixado muito claro para o Governo. Diante disso, as entidades que assinaram o documento, assumiram um único compromisso, que está sendo cumprido por meio desta nota: apresentar as propostas à categoria que está mobilizada nas rodovias para que cada local decida se isso é suficiente para suspender o movimento ou de continuar", destacou a nota.
A nota é assinada ainda pelas Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral do Estado de São Paulo (Fetrabens), Federação Interestadual d os Transportes Rodoviários Autônomos de Cargas e Bens da Região Nordeste (Fecone), Federação dos Transportadores Autônomos de Cargas do Estado de Minas Gerais(Fetramig), Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg) e Federação dos Caminhoneiros do Espírito Santo (Fecam-ES).
A CNTA destacou que o documento assinado na noite de quarta-feira com o governo federal "só foi assinado para garantir que o governo manteria aquelas propostas caso a categoria as aceitasse". Fontes ligadas à CNTA destacaram que a proposta feita pelo governo não é suficiente.
- Os caminhoneiros ainda estão parados em muitos pontos. As informações estão sendo repassadas a todas às lideranças, em todo o país para que os sindicatos, nas suas bases, realizem assembleias, e decidam pelo melhor. Ontem não foi dada uma posição de que a paralisação iria terminar, mas sim que a proposta do governo seria levada à categoria. E é o que está sendo feito - disse ao GLOBO uma fonte ligada ao movimento grevista.
Em nota, a CNTA destacou que, além das propostas feitas pelo governo, é "preciso redução urgente e imediata de 50% do ICMS sobre o óleo diesel, a se dar na reunião emergencial do Conselho das Secretarias de Estado da Fazenda, que ocorre na data de hoje em Brasília".

Agência O Globo

Por: Site Riacho noticias
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